terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amália - uma diva do fado

Saudade...uma palavra tão portuguesa...
Hoje celebra-se uma década de saudade de uma diva do fado - Amália Rodrigues.
Prefiro comemorar a vida e por isso recordo aqui e partilho convosco um pouco da sua vida e obra.
Nem às Paredes Confesso, Barco Negro e Lisboa Antiga são alguns dos fados dela que eu mais gosto.

Amália nasceu em Portugal, a 23 de Julho de 1920. Aos 4 anos, as vizinhas gostavam de ouvi-la e já lhe pediam para cantar. Aos 15 anos é notada pelo timbre especial da sua voz, e escolhida para solista da Marcha de Alcântara.

Em 1939 estreia-se no Retiro da Severa cujo êxito se propaga por toda a Lisboa.
Amália torna-se rapidamente o nome mais famoso de todos os ícones do fado. Por onde actua faz esgotar lotações; os preços dos bilhetes sobem mal é anunciada. Em poucos meses atinge uma popularidade tal que o seu cachet é de longe o maior até então pago a uma fadista.

Amália actua pela primeira vez no estrangeiro, em Madrid, a convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira. Em 1944 Amália chega ao Rio de Janeiro, para actuar no Casino Copacabana, num espectáculo inteiramente concebido para ela. A Recepção é tal que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongará por 4 meses. Segue-se Paris e Londres e, a partir de 1950 Amália não pára de viajar. Sucessivas tournées levam-na aos quatro cantos do mundo.

Amália gostava imenso de fazer serões com os amigos, a beber chá que comprava habitualmente na Casa Pereira, na Rua Garrett, em pleno Chiado (Lisboa), assim como café, bolachas e queijos.


Em palco, Amália gostava de usar cores sóbrias como o preto, cinza, azul-escuro e verde em contraste com o brilho de lindas peças de joalharia.
Maria-Thereza Mimoso, umas das mais importantes estilistas portuguesas, reconhecida internacionalmente, criou para Amália diversos trajes de cena. Entre eles o vestido de seda preta lavrada estreado no Olympia, na segunda actuação de Amália Rodrigues em Paris, quando a sua carreira estava no esplendor da maturidade.

A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues desapareceu , fazendo hoje uma década de saudade.

Fadista, cantora e actriz, Amália é considerada A Voz de Portugal. Tinha talento surpreendente, imoderado.
Foi a personalidade que mais projectou Portugal numa perspectiva universal.

Estreia hoje a Rádio Amália, mais uma das múltiplas homenagens que Portugal rende à sua musa.

"A importância das palmas é o que me mantém viva, um bocadinho viva, a maior alegria que eu tenho é quase sempre no palco" - Amália Rodrigues.

2 comentários:

Noah disse...

Lindo este teu post. Adorei.
Ontem faleceu Mercedez Soza e não pude homenageá-la pela falta de luz que houve aqui.
Obrigada Lia por não me permitires esquecer a Divina Amália. Fazem tantos pps com tanta besteira e não conheço um com a Amália.

Luna: Cores da Vida! Recomeço disse...

tb gostei parabéns beijos